segunda-feira, 22 de junho de 2009

O primeiro picnic canadense

Esse domingo eu e o Dimitri fomos convidados para participar de um picnic no Stanley Park, organizado pelo pessoal da YMCA.

O evento foi preparado para comemorar o Dia dos Pais (que aqui acontece em junho) e para reunir os participantes do programa YMCA Connections, em que voluntários canadenses auxiliam imigrantes. Nesse programa, cada imigrante é apresentado a um voluntário da YMCA que tenha interesses parecidos com os dele e, durante três meses, essa pessoa se torna uma espécie de "mentor" para o recém-chegado. Os participantes podem se encontrar na própria YMCA, sair para bater-papo em um café ou fazer qualquer outro passeio.



O picnic no Stanley Park reuniu tanto imigrantes quanto voluntários do programa e foi muito divertido. Os hot dogs ficaram por conta da YMCA e cada convidado levou também um prato e sua própria bebida. Ficamos um pouco receosos sobre o que levar, já que eles pediram para não levar "junk food". As sugestões eram salada, um prato de arroz ou noodles e vegetais. Então, acabei levando salada de alface e tomate, mas acho que não fez muito sucesso, pois a vasilha voltou pela metade. rsrsrs

Algumas pessoas levaram sobremesa, como donnuts e umas tortas muito boas! Isso acabou rapidinho! Na próxima vez vou tentar caprichar e levar alguma coisa mais saborosa que salada de alface.



A parte das comidas foi muito boa, mas o mais interessante do picnic foi a diversidade cultural. Como eles promoveram alguns jogos para que as pessoas interagissem, em apenas algumas horas conversei com pessoas da Tailândia, China, Ucrânia, EUA, Índia, Trinidad e Tobago, Filipinas, Singapura, Taiwan, França, Venezuela e, ufa!, do Canadá! É incrível como Vancouver recebe gente de todos os cantos do mundo.

Conheci pessoas muito simpáticas e com um desejo sincero de ajudar. Muitos deles são imigrantes que já estão aqui há alguns anos, ou filhos de imigrantes, e que também receberam a ajuda de alguma alma boa quando chegaram ao Canadá. Então acham que é hora de retribuir.



A experiência foi ótima! Ouvimos tantos sotaques diferentes, mas as histórias são sempre parecidas: pessoas buscando uma vida melhor nesse imenso país chamado Canadá.

Depois do picnic, aproveitamos para dar um passeio por Vancouver e descobrir outra parte do Seawall walk que não tínhamos visto ainda.

Fico impressionada com a beleza dos prédios daqui, a maioria de vidro, para que as pessoas possam aproveitar ao máximo a paisagem de dentro de seus apartamentos.



Abaixo o Dimitri em um dos "water parks" daqui. Mesmo com tempo nublado, sempre vemos alguma criança se divertindo.



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cursos pagos pelo governo

Esses últimos dias têm sido agitados. Agora que já estamos sarando de uma gripe bem feia que deixou os dois com febre, tosse e totalmente afônicos, voltamos à luta!

Essa semana participamos de um workshop na SUCCESS, uma agência que oferece diversos serviços para os recém-chegados. Durante a palestra, descobrimos que a média para se encontrar um bom emprego na nossa área, nesses tempos de crise, é de seis meses. Se a pessoa optar por um "support job", ou seja, um trabalho na área de vendas, ou atendimento, essa média cai para um a dois meses.

Após o workshop, tivemos nossa primeira reunião com nossa case manager, que é a pessoa que vai nos orientar durante todo o processo de busca de emprego. Foi uma longa conversa e a case manager, uma simpática chinesa que está há 10 anos no Canadá e praticamente não tem mais sotaque, foi muito atenciosa e se mostrou muito empenhada em nos ajudar. Ela nos apresentou algumas opções de cursos que podem nos ajudar. O único problema é que esses cursos são bastante concorridos e talvez tenhamos que esperar até o meio de julho para começar.

Amanhã vamos até a YMCA participar da orientação para o programa de hosts, em que um cidadão canadense será nosso "anfitrião" durante os próximos três meses, para nos mostrar a cultura e o mode de vida das pessoas daqui.

Na próxima semana também vamos fazer a avaliação do ELSA (English Language Services for Adults), um curso de inglês gratuito para imigrantes, financiado pelo governo. Nossa idéia é assistir as aulas especializadas no mercado de trabalho (Labour Market Focussed) e essa avaliação vai dizer em que nível nosso inglês está.

Ufa! Nossa agenda canadense já está começando a ficar lotada! :)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Oh, yes, nós temos feijão!

E para quem achou que aqui no Canadá sentiríamos saudades do arroz e feijão de cada dia, olha só o nosso almoço:



Sim, aqui também tem feijão! E do bom! rsrsrs

O nome do feijão marronzinho aqui é "pinto beans". Quem nos deu a dica foi a Silvia, uma brasileira que conhecemos na reunião da BCA e que já mora aqui em Vancouver há três anos. Ela também disse que é possível achar a maioria dos ingredientes nos mercados chineses, até polvilho para fazer pão de queijo. :)

O feijão nós encontramos num mercado chamado Save On Foods, que tem um corredor inteiro com uns tubos gigantes em que os alimentos são vendidos a granel. Tem vários tipos de feijão, inclusive o preto pra fazer a feijoada! É engraçado, eles vendem até sopa em pó a granel...



Nesse mercado, você põe o alimento num saquinho e anota o código, para que o caixa possa pesar e calcular o preço. Muito fácil.

Também compramos algumas frutas num mercadinho menor, com preços mais em conta. Tem de tudo: banana, pera, macã, laranja, melancia, abacaxi. Só que o preço não é aquela maravilha que pagamos nas feiras em São Paulo, onde tudo é vendido às dúzias. Um saco com quatro laranjas (isso mesmo, só quatro) custa 1 dólar.

Ah, já ia esquecendo de algo quase tão importante quanto o feijão: leite condensado! Encontramos ontem no mercado. Achei que seria difícil achar, mas o nome é bem óbvio, "condensed milk". Oba! Aqui no Canadá também vai ter brigadeiro!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Casa nova

Essa semana nos mudamos para a casa nova, em Burnaby. Ah, nada melhor do que um lugar para chamar de lar! Não aguentava mais ficar em hotel, comendo só em restaurantes ou esquentando aqueles pratos prontos no microondas do quarto. Não via a hora de ter um fogão para voltar a fazer os meus quitutes! rsrs

O basement que alugamos é muito espaçoso, com pé direito alto, bem iluminado, com lareira...não tem mesmo cara de basement. E fiquei mais feliz ainda quando vi que o proprietário deixou várias coisas na casa para usarmos, como conjuntos de copos e pratos, talheres, panelas (até de pressão!), aspirador, escrivaninha para o computador, tudo novo! Achei que teríamos que comprar vários móveis e utensílios, mas com o que tem aqui dá para nos virarmos bem por enquanto.

Ainda estou aprendendo a cozinhar com o fogão elétrico, daqueles bem modernos, já que no Brasil o nosso era convencional mesmo, a gás. E a máquina de lavar daqui ainda é um mistério, mas uma hora eu acerto. :)

A vizinhança também é ótima, mas já vimos que os mercados maiores (e com preços melhores) ficam a uma meia hora de caminhada, em Metrotown. Até encontramos dois mercadinhos próximos, mas tudo custa o olho da cara. Então fomos fazer a primeira compra no Save on Foods, um mercado enorme onde encontrei até feijão carioquinha a granel, e no Dolarama, onde tudo custa, no máximo, 1,25 dólar. :)

A experiência de voltar do mercado a pé, por alguns quilômetros, carregando um monte de sacolas não foi muito agradável, ainda mais para quem estava acostumada a fazer tudo de carro em São Paulo. A solução mais barata e imediata talvez seja comprar uma bicicleta com cestinha ou um daqueles carrinhos de feira, enquanto não compramos o carro. Não tem jeito. Quem escolhe morar nos bairros mais residenciais tem que ter carro, pois tudo é longe para fazer a pé.

Mas a compra do carro é uma outra etapa, mesmo porque ainda tenho que tirar a carta de motorista daqui...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vida selvagem...na rua?

A maior preocupação da minha avó antes de eu vir para o Canadá era que eu encontrasse ursos e pumas nas ruas. Como ela assiste sempre aos documentários do Discovery Channel, ela ficou apavorada ao ver que em algumas cidades do país - naquelas bem afastadas e próximas às montanhas - era comum animais selvagens invadirem a cidade em busca de comida. Tentei convencê-la de que, pelo menos nas cidades grandes, como Vancouver, isso não acontecia e que ela podia ficar despreocupada.

Porém...imaginem a minha surpresa quando, no último sábado, vimos, em plena luz do dia e no meio da cidade, um COIOTE!! Sim, um coiote, aquele que corre atrás do Bip-Bip!

Estávamos voltando da feira de emprego e, para cortar caminho, resolvemos passar por dentro de um cemitério na 41st Street. O cemitério era um gramado enorme, bem aberto, e quando estávamos cruzando para o outro lado avistamos, no meio dos túmulos, algo que parecia um cachorro.



Mas foi só chegarmos um pouco mais perto para vermos que não se tratava de um cachorro, mesmo porque nunca tínhamos visto um vira-latas solto por aqui. Era um belo coiote, que ficou nos fitando todo o tempo.



Quando fomos ao Stanley Park, vi uma placa que dizia: "Se você acha que viu um coiote é porque viu mesmo". Só que isso foi no meio de um parque, não no meio da cidade! E o aviso também dizia que, no caso de encontrar um coiote, a pessoa precisa parecer bastante agressiva, gritar, jogar pedras nele, até que o bicho resolva ir embora. A placa deixava bem claro que a última coisa que você deve fazer é correr, porque aí ele corre atrás! rsrsrs

Fiquei morrendo de medo, mas ele não parecia querer atacar. Só não entendi o que ele estava fazendo no meio do cemitério!



Como estávamos com a máquina fotográfica, o Dimitri conseguiu tirar algumas fotos e até fazer um filminho, enquanto o que eu queria era sair o mais rápido possível de lá...mas sem correr. rsrsrs

Vejam abaixo o vídeo que o Dimitri fez:



No final, como havia vários corvos que estavam tentando atacá-lo, ele se afastou e foi embora, enquanto nós saímos por um outro portão. Não tinha ninguém no cemitério, então não conseguimos avisar nenhum funcionário, nem perguntar se aquilo era comum.

É, acho que vou começar a ouvir mais a minha avó a partir de agora! rsrsrs

E agora alguns outros exemplos de vida selvagem que vimos aqui no Canadá, tudo no meio da cidade:

Foca em False Creek
Vimos algo que ficava emergindo e submergindo. Temos a foto da cabeça dela, mas não está aqui no computador agora. Depois atualizo.

Racoons no Stanley Park



Pata e patinhos no Stanley Park



Esquilos por toda a parte




Corvos
por toda parte



Gaivota em Granville Island



Gansos numa pracinha



Pobre porquinho no Public Market
...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Audio da Reunião - BCA - Brazilian Community Association

Complementando o post da Fabiana sobre a BCA, eu gravei algumas partes do áudio da reunião e editei os trechos de informação mais importantes.
Depois de receber a autorização dos diretores da associação para que possa divulgar, disponibilizamos aqui o áudio para ajudar os recém-chegados ao Canadá. Tem muita informação útil e tenho certeza que é um documento de extrema importância para os interessados em imigrar e para os que já estão o Canadá em busca de informações. O som não está muito bom, mesmo porque foi gravado de forma amadora, apenas para registro, mas acredito que pela riqueza do conteúdo, vale a pena.

Quem quiser, fique à vontade pra usá-lo como julgar mais util e enviar o link para outros interessados, apenas citando a fonte.



Clique AQUI para baixar o arquivo MP3.

BCA - Brazilian Community Association

Ontem completamos um mês no Canadá! É engraçado, mas parece que já faz bem mais tempo que estamos aqui, pela quantidade de coisas que já fizemos e novidades que descobrimos.

A última descoberta foi a BCA - Brazilian Community Association, uma associação que está tentando integrar os brasileiros que vivem na British Columbia. De acordo com eles, somos 3.000 brasileiros morando na província, mas esta comunidade está bem pulverizada e é realmente difícil ouvirmos português pelas ruas.

Na segunda-feira, participamos de uma reunião na sede da BCA, que fica em Burnaby, bem próximo de onde vamos morar. O encontro foi organizado para apresentar o projeto Anjo-da-Guarda, cujo intuito é fazer com que os brasileiros que estão há mais tempo no Canadá ajudem aqueles que acabaram de chegar.

Nossa, foi ótimo chegar e já ouvir todo mundo falando em português! Conhecemos vários brasileiros que estão por aqui, alguns há 20 anos, 10 anos, oito meses e outros que, como nós, acabaram de chegar. Também estavam presentes o embaixador, o cônsul e o vice-cônsul.

O pessoal da associação nos recebeu muito bem e o projeto Anjo-da-Guarda é uma iniciativa louvável. Para quem está em BC, mais especificamente em em Vancouver e região, vale muito a pena conhecer o trabalho deles. O site é o www.braziliansinbc.ca/indexp.html.

No encontro foram dadas muitas dicas sobre trabalho, currículo, entrevistas e, inclusive, dicas sobre comida. Descobri, por exemplo, que o nosso feijão marronzinho aqui é chamado de "pinto beans" e é facilmente encontrado a granel nos grandes mercados e nos mercadinhos chineses. : )

[atualizado]
Veja também o áudio de algumas partes importantes da reunião. Clique aqui.