sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vida selvagem...na rua?

A maior preocupação da minha avó antes de eu vir para o Canadá era que eu encontrasse ursos e pumas nas ruas. Como ela assiste sempre aos documentários do Discovery Channel, ela ficou apavorada ao ver que em algumas cidades do país - naquelas bem afastadas e próximas às montanhas - era comum animais selvagens invadirem a cidade em busca de comida. Tentei convencê-la de que, pelo menos nas cidades grandes, como Vancouver, isso não acontecia e que ela podia ficar despreocupada.

Porém...imaginem a minha surpresa quando, no último sábado, vimos, em plena luz do dia e no meio da cidade, um COIOTE!! Sim, um coiote, aquele que corre atrás do Bip-Bip!

Estávamos voltando da feira de emprego e, para cortar caminho, resolvemos passar por dentro de um cemitério na 41st Street. O cemitério era um gramado enorme, bem aberto, e quando estávamos cruzando para o outro lado avistamos, no meio dos túmulos, algo que parecia um cachorro.



Mas foi só chegarmos um pouco mais perto para vermos que não se tratava de um cachorro, mesmo porque nunca tínhamos visto um vira-latas solto por aqui. Era um belo coiote, que ficou nos fitando todo o tempo.



Quando fomos ao Stanley Park, vi uma placa que dizia: "Se você acha que viu um coiote é porque viu mesmo". Só que isso foi no meio de um parque, não no meio da cidade! E o aviso também dizia que, no caso de encontrar um coiote, a pessoa precisa parecer bastante agressiva, gritar, jogar pedras nele, até que o bicho resolva ir embora. A placa deixava bem claro que a última coisa que você deve fazer é correr, porque aí ele corre atrás! rsrsrs

Fiquei morrendo de medo, mas ele não parecia querer atacar. Só não entendi o que ele estava fazendo no meio do cemitério!



Como estávamos com a máquina fotográfica, o Dimitri conseguiu tirar algumas fotos e até fazer um filminho, enquanto o que eu queria era sair o mais rápido possível de lá...mas sem correr. rsrsrs

Vejam abaixo o vídeo que o Dimitri fez:



No final, como havia vários corvos que estavam tentando atacá-lo, ele se afastou e foi embora, enquanto nós saímos por um outro portão. Não tinha ninguém no cemitério, então não conseguimos avisar nenhum funcionário, nem perguntar se aquilo era comum.

É, acho que vou começar a ouvir mais a minha avó a partir de agora! rsrsrs

E agora alguns outros exemplos de vida selvagem que vimos aqui no Canadá, tudo no meio da cidade:

Foca em False Creek
Vimos algo que ficava emergindo e submergindo. Temos a foto da cabeça dela, mas não está aqui no computador agora. Depois atualizo.

Racoons no Stanley Park



Pata e patinhos no Stanley Park



Esquilos por toda a parte




Corvos
por toda parte



Gaivota em Granville Island



Gansos numa pracinha



Pobre porquinho no Public Market
...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Audio da Reunião - BCA - Brazilian Community Association

Complementando o post da Fabiana sobre a BCA, eu gravei algumas partes do áudio da reunião e editei os trechos de informação mais importantes.
Depois de receber a autorização dos diretores da associação para que possa divulgar, disponibilizamos aqui o áudio para ajudar os recém-chegados ao Canadá. Tem muita informação útil e tenho certeza que é um documento de extrema importância para os interessados em imigrar e para os que já estão o Canadá em busca de informações. O som não está muito bom, mesmo porque foi gravado de forma amadora, apenas para registro, mas acredito que pela riqueza do conteúdo, vale a pena.

Quem quiser, fique à vontade pra usá-lo como julgar mais util e enviar o link para outros interessados, apenas citando a fonte.



Clique AQUI para baixar o arquivo MP3.

BCA - Brazilian Community Association

Ontem completamos um mês no Canadá! É engraçado, mas parece que já faz bem mais tempo que estamos aqui, pela quantidade de coisas que já fizemos e novidades que descobrimos.

A última descoberta foi a BCA - Brazilian Community Association, uma associação que está tentando integrar os brasileiros que vivem na British Columbia. De acordo com eles, somos 3.000 brasileiros morando na província, mas esta comunidade está bem pulverizada e é realmente difícil ouvirmos português pelas ruas.

Na segunda-feira, participamos de uma reunião na sede da BCA, que fica em Burnaby, bem próximo de onde vamos morar. O encontro foi organizado para apresentar o projeto Anjo-da-Guarda, cujo intuito é fazer com que os brasileiros que estão há mais tempo no Canadá ajudem aqueles que acabaram de chegar.

Nossa, foi ótimo chegar e já ouvir todo mundo falando em português! Conhecemos vários brasileiros que estão por aqui, alguns há 20 anos, 10 anos, oito meses e outros que, como nós, acabaram de chegar. Também estavam presentes o embaixador, o cônsul e o vice-cônsul.

O pessoal da associação nos recebeu muito bem e o projeto Anjo-da-Guarda é uma iniciativa louvável. Para quem está em BC, mais especificamente em em Vancouver e região, vale muito a pena conhecer o trabalho deles. O site é o www.braziliansinbc.ca/indexp.html.

No encontro foram dadas muitas dicas sobre trabalho, currículo, entrevistas e, inclusive, dicas sobre comida. Descobri, por exemplo, que o nosso feijão marronzinho aqui é chamado de "pinto beans" e é facilmente encontrado a granel nos grandes mercados e nos mercadinhos chineses. : )

[atualizado]
Veja também o áudio de algumas partes importantes da reunião. Clique aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A primeira furada - palestra do Trump Institute

Para acostumarmos o ouvido com o inglês, sempre deixamos a televisão do hotel ligada. Com isso, acabamos assistindo às coisas mais absurdas, desde aqueles programas de perguntas e respostas (descobrimos que o Silvio Santos copia absolutamente tudo!), passando por aqueles sobre reforma de casa, stand up comedy e por aí vai.

Até que vimos um programa que, pelo menos no começo, parecia uma simples entrevista com o megaempresário Donald Trump, o inventor do programa "O Aprendiz" original. Depois de um tempo assistindo, percebemos que se tratava de uma propaganda para anunciar as palestras do Trump Institute que aconteceriam aquela semana em Vancouver e nas cidades próximas.

No encontro, Trump prometia ensinar os segredos para tirar proveito da atual crise e se tornar um bilionário.... De cara percebemos a picaretagem mas, como não tínhamos nada para fazer no domingo, resolvemos dar um pulo em Burnaby e assistir a tal palestra, que aconteceria no Hilton Hotel. Era uma outra boa oportunidade para treinarmos o inglês.

Ao chegarmos, confirmamos que não era o Trump em pessoa quem faria a palestra e sim um membro da equipe. O palestrante estava vestido com uma camisa bem florida, do tipo turista no Havaí, para passar a pinta de milionário que não precisa mais usar terno.

Foram três horas de blá, blá, blá, entrecortado com perguntas-chaves para a platéia como: "Quem quer ganhar um milhão em até um ano??" E quase todo mundo levantava a mão. "Quem quer ter várias propriedades e viver apenas de renda?" E lá estava de novo todo mundo com a mão pra cima!! Muito engraçado. Tinha um senhor na nossa frente, tadinho, que era o mais empolgado. Ele foi todo arrumado porque pensou que encontraria o Trump e levantou a mão pelo menos umas 20 vezes.

É claro que, no final, o propósito da palestra era vender o milagroso curso de dois dias do Trump Institute, pela bagatela de $ 2.500!!! Ou, para quem não tivesse todo esse dinheiro, o kit com CDs para aprender a ganhar dinheiro de casa, por apenas $ 1.700!!

Bom, sabíamos da picaretagem, mas pelo menos conseguimos entender quase tudo o que foi dito, apesar do vocabulário de finanças e mercado imobiliário. E por isso acabou valendo a pena, mesmo sem termos visto de perto aquele topete do Donald Trump! :)

Feira de emprego

O nosso último final de semana aqui em Vancouver foi agitado. No sábado, fomos a uma feira de emprego voltada para imigrantes.

O problema foi que "achamos" que a feira era perto e decidimos ir a pé... :)

Após mais de duas horas de caminhada, encontramos a "John Oliver Secondary School", onde a feira estava acontecendo. Como chegamos tarde, infelizmente, perdemos a maioria dos workshops sobre entrevistas, currículos e outras mini-palestras que aconteceram por lá. Uma pena. Mas descobrimos bons contatos de agências que dão um auxílio aos imigrantes que querem entrar no mercado de trabalho canadense.

Com o subsídio do governo, essas agências oferecem gratuitamente um serviço de "case management", em que um conselheiro ajuda o imigrante a organizar o seu histórico profissional e utilizá-lo da melhor forma.

Algumas dessas agências são:

Success - http://www.successbc.ca/eng/

MOSAIC - http://www.mosaicbc.com/

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Clube de conversação

Ontem eu e o Dimitri participamos pela primeira vez do "Conversation Club" (clube de conversação) da YMCA.

Chegamos um pouco tímidos, mas logo nos animamos, ao ver que o grupo tinha mais de 30 pessoas, a maioria imigrantes na mesma situação que nós.

O grupo foi dividido em mesas com seis pessoas e em cada mesa havia um voluntário canadense, que era o "mediador" da conversa. A nossa mediadora era uma jovem de Vancouver, muito simpática, que nos falou sobre vários aspectos do dia-a-dia em Vancouver e do Canadá em geral.

Foi ótimo poder falar em inglês sobre assuntos diferentes pois, por enquanto, nosso vocabulário ainda está muito limitado, pois acabamos conversando apenas com os caixas do supermercado, cumprimentando as pessoas no elevador do hotel, pedindo informação na rua... :)

Em nossa mesa havia duas moças coreanas e também uma jovem da Ucrânia, que já está há três anos no Canadá, mais ainda tem um forte sotaque. Aliás, vimos que, pelo menos em Vancouver, não precisamos nos preocupar com nosso sotaque, pois as pessoas daqui estão bem acostumadas a ouvir todos os tipos de sotaque e conseguem nos entender bem.

O encontro durou cerca de uma hora e meia, mas passou muito rápido. Acredito que vamos participar dos próximos, pois essa conversa informal ajuda mesmo a destravar a língua. rsrsrs

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Hospedagem - hotel e aluguel do imóvel

Antes de viajarmos, fizemos muitas pesquisas na internet por preços de aluguel em Vancouver e nas cidades próximas. Porém, achamos arriscado alugar um imóvel às cegas (fotos enganam muito) e optamos por ficar em um hotel no primeiro mês. Assim poderíamos procurar com mais calma e, principalmente, visitar os lugares que nos interessassem.

A melhor opção de hotel (leia-se mais barata) foi o Shaugnessy Village, um hotel/bed and breakfast honesto, que não fica em downtown mas também não é muito longe. Tudo bem que a decoração é bem breguinha: o tema é um cruzeiro de luxo em um navio! Tem vários peixes pendurados e os quartos são pequenos para parecerem as cabines de um navio! rsrsrsrs

Dá só uma olhada na baleia orca voando bem atrás da placa na entrada do hotel:



Como fechamos a tarifa mensal, ficou bem em conta: $ 1.090 por 30 dias, com direito a 10 cafés-da-manhã para cada um.

Após chegarmos ao hotel, continuamos nossas pesquisas por imóveis em sites como Craiglist, Viewit e RentBC. Encontramos um anúncio de um basement em Burnaby, em que o aluguel já incluia o aquecimento, eletricidade, água e...internet wireless!!

Pelas fotos, nem parecia um basement, de tão claro e espaçoso. Outra vantagem é que o imóvel já estava parcialmente mobiliado, o que significaria economizar o dinheiro com a cama, microondas e mesinha de jantar. O normal aqui é que os imóveis para alugar tenham apenas fogão e geladeira. Trocamos e-mails com o proprietário e marcamos a visita para o dia seguinte. Fomos até Burnaby de Skytrain, que parece um metrô, mas corre sobre um trilho suspenso.

Para nossa alegria, a casa ficava numa rua muito bonita e as fotos do basement faziam jus à realidade.



Depois de alguns dias, assinamos o contrato com o proprietário, um contrato padrão, e acertamos ficar por 10 meses. O aluguel será $ 860, pelo basement com sala com lareira, um quarto, cozinha e banheiro. Vamos nos mudar no dia 1 de junho, porque os contratos de aluguel aqui começam sempre na virada do mês. Essa data ficou ótima para nós, porque já tínhamos pago o hotel até o final de maio.

Bom, mais uma etapa vencida. E nem foi tão difícil quanto eu pensava!