sábado, 4 de julho de 2009

Festa grega

É impressionante como sempre encontramos coisas interessantes para fazer por aqui, mesmo sem procurar. Pelo menos agora no verão.

Hoje fomos a um festival de tradições gregas, o Greek Summer Festival, a apenas dois quarteirões da nossa casa. Já tínhamos visto um cartaz falando sobre o festival, mas acabei me esquecendo. Lembrei hoje, no final da tarde, então resolvemos dar um pulo lá, já que amanhã é o último dia.



Foi uma festa típica, com barracas de comida montadas ao lado da igreja ortodoxa grega de Burnaby. Assistimos a algumas apresentações de dança folclórica e pudemos perceber o quanto a colônia grega daqui é grande. Dá pra entender o porquê de vermos um restaurante grego em cada esquina. :)





Como havíamos almoçado tarde, não quisemos provar os pratos típicos, como o churrasco grego de carneiro, mas experimentamos uma sobremesa muito boa, chamada "loukoumades", uma espécie de bolinho de chuva mergulhado no mel e coberto com gergelim e canela. Descobrimos que gergelim em inglês se fala "sesame seeds".



O Dimitri, que "quase" não gosta de doce, deu nota dez pra guloseima! rsrs



Sempre adorei essas festas típicas de cada país. E, pela diversidade cultural do Canadá, acho que o que não vai faltar aqui é esse tipo de festa.

E pra terminar, um videozinho que fizemos de uma das apresentações de dança:

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Churrasco, prova de inglês e outras coisinhas

Como faz um tempinho que não escrevo, vou tentar resumir os acontecimentos dos últimos dez dias.

Reunião de profissionais brasileiros

Recebemos um convite, por meio da BCA, para participar de uma reunião de profissionais brasileiros em Vancouver, na casa de uma arquiteta que já mora há mais de 20 anos no Canadá. O encontro acontece de tempos em tempos e tem como objetivo a troca de informações sobre o mercado daqui, além de permitir que as pessoas se conheçam ao vivo.

A reunião, que foi também um potluck (em que cada um leva um prato de doce ou salgado para compartilhar), foi ótima. Ouvimos diferentes histórias e conhecemos várias pessoas interessantes, inclusive da área do Dimitri, sempre com alguma dica boa para passar para os novatos como nós. :)

Prova de inglês (ELSA)

Eu e o Dimitri havíamos agendado uma prova para saber nosso nível de inglês e ver se poderíamos fazer o curso pago pelo governo (ELSA). Mas só depois descobrimos que o curso gratuito vai só até o nível 5 (intermediário). Mesmo assim, como já estava marcado, fomos lá fazer a prova, que era dividida em quatro etapas: listening, speaking, reading e writing.

Três dias depois recebemos uma carta com o resultado do teste, dizendo que não poderíamos fazer o curso, já que nosso inglês era "muito bom"!! Pela primeira vez fiquei feliz por não ter sido aprovada para fazer um curso! rsrsrs

Conheci minha host canadense

Mencionei nos posts mais antigos que eu havia me registrado no programa Connections, da YMCA. Na semana passada conheci minha host (anfitriã) canadense, que é uma voluntária que vai dedicar algumas horas por mês para se encontrar comigo e tirar minhas dúvidas sobre a cultura e o dia-a-dia canadense. O programa cruza as informações fornecidas por mim com as informações fornecidas pelos voluntários, para reunir pessoas que tenham interesses parecidos.

Minha host é praticamente da minha idade, recém-casada e sem filhos, e trabalha na área de comunicação/marketing. Ela me pareceu uma pessoa bem legal, interessada no Brasil. O único problema foi que ela começou a me perguntar sobre o futebol brasileiro e eu fiquei com cara de pastel, pois futebol definitivamente não é a minha praia. rsrsrs

Churrasco canadense

Esse foi o melhor evento dos últimos dias! Fomos convidados pelo dono do basement onde moramos para um churrasco na casa dele e aceitamos prontamente, é claro! Seria nosso primeiro churrasco canadense e uma oportunidade de conhecer melhor a família deles!

Fiquei na dúvida se deveria ou não levar alguma coisa, então perguntei. Acabei levando um bolo de chocolate, comprado no supermercado mesmo, já que ainda não tenho batedeira.

Juro que estava esperando aquele churrasco que vemos nos filmes, só com hambúrgueres e salsichas. Que nada! Foi um baita churrascão, com carne de verdade, salmão grelhado, salada de folhas verdes variadas, batatinhas, pão caseiro! Tudo uma delícia!

Eles explicaram que no lado oeste do Canadá eles preferem fazer churrasco com carne mesmo, bem diferente do churrasco americano. Sorte nossa!

Carteira de motorista

Começamos a estudar para tirar a carteira de motorista daqui, já que a nossa só vale por mais um mês. Mesmo sem caro, achamos melhor resolver logo essa pendência, já que uma hora vamos precisar comprar nosso "possante".

Fomos a um escritório do ICBC (Insurance Corporation of British Columbia), o Detran daqui, e pegamos gratuitamente o livrinho com todas as informações para estudarmos. O livro também pode ser baixado em pdf pelo site do ICBC e você pode fazer simulados até achar que está preparado para a prova teórica.

Algumas regrinhas de trânsito daqui são diferentes das do Brasil, então tem que estudar mesmo, para não correr o risco de ser reprovada na prova e ter que pagar de novo...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O primeiro picnic canadense

Esse domingo eu e o Dimitri fomos convidados para participar de um picnic no Stanley Park, organizado pelo pessoal da YMCA.

O evento foi preparado para comemorar o Dia dos Pais (que aqui acontece em junho) e para reunir os participantes do programa YMCA Connections, em que voluntários canadenses auxiliam imigrantes. Nesse programa, cada imigrante é apresentado a um voluntário da YMCA que tenha interesses parecidos com os dele e, durante três meses, essa pessoa se torna uma espécie de "mentor" para o recém-chegado. Os participantes podem se encontrar na própria YMCA, sair para bater-papo em um café ou fazer qualquer outro passeio.



O picnic no Stanley Park reuniu tanto imigrantes quanto voluntários do programa e foi muito divertido. Os hot dogs ficaram por conta da YMCA e cada convidado levou também um prato e sua própria bebida. Ficamos um pouco receosos sobre o que levar, já que eles pediram para não levar "junk food". As sugestões eram salada, um prato de arroz ou noodles e vegetais. Então, acabei levando salada de alface e tomate, mas acho que não fez muito sucesso, pois a vasilha voltou pela metade. rsrsrs

Algumas pessoas levaram sobremesa, como donnuts e umas tortas muito boas! Isso acabou rapidinho! Na próxima vez vou tentar caprichar e levar alguma coisa mais saborosa que salada de alface.



A parte das comidas foi muito boa, mas o mais interessante do picnic foi a diversidade cultural. Como eles promoveram alguns jogos para que as pessoas interagissem, em apenas algumas horas conversei com pessoas da Tailândia, China, Ucrânia, EUA, Índia, Trinidad e Tobago, Filipinas, Singapura, Taiwan, França, Venezuela e, ufa!, do Canadá! É incrível como Vancouver recebe gente de todos os cantos do mundo.

Conheci pessoas muito simpáticas e com um desejo sincero de ajudar. Muitos deles são imigrantes que já estão aqui há alguns anos, ou filhos de imigrantes, e que também receberam a ajuda de alguma alma boa quando chegaram ao Canadá. Então acham que é hora de retribuir.



A experiência foi ótima! Ouvimos tantos sotaques diferentes, mas as histórias são sempre parecidas: pessoas buscando uma vida melhor nesse imenso país chamado Canadá.

Depois do picnic, aproveitamos para dar um passeio por Vancouver e descobrir outra parte do Seawall walk que não tínhamos visto ainda.

Fico impressionada com a beleza dos prédios daqui, a maioria de vidro, para que as pessoas possam aproveitar ao máximo a paisagem de dentro de seus apartamentos.



Abaixo o Dimitri em um dos "water parks" daqui. Mesmo com tempo nublado, sempre vemos alguma criança se divertindo.



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cursos pagos pelo governo

Esses últimos dias têm sido agitados. Agora que já estamos sarando de uma gripe bem feia que deixou os dois com febre, tosse e totalmente afônicos, voltamos à luta!

Essa semana participamos de um workshop na SUCCESS, uma agência que oferece diversos serviços para os recém-chegados. Durante a palestra, descobrimos que a média para se encontrar um bom emprego na nossa área, nesses tempos de crise, é de seis meses. Se a pessoa optar por um "support job", ou seja, um trabalho na área de vendas, ou atendimento, essa média cai para um a dois meses.

Após o workshop, tivemos nossa primeira reunião com nossa case manager, que é a pessoa que vai nos orientar durante todo o processo de busca de emprego. Foi uma longa conversa e a case manager, uma simpática chinesa que está há 10 anos no Canadá e praticamente não tem mais sotaque, foi muito atenciosa e se mostrou muito empenhada em nos ajudar. Ela nos apresentou algumas opções de cursos que podem nos ajudar. O único problema é que esses cursos são bastante concorridos e talvez tenhamos que esperar até o meio de julho para começar.

Amanhã vamos até a YMCA participar da orientação para o programa de hosts, em que um cidadão canadense será nosso "anfitrião" durante os próximos três meses, para nos mostrar a cultura e o mode de vida das pessoas daqui.

Na próxima semana também vamos fazer a avaliação do ELSA (English Language Services for Adults), um curso de inglês gratuito para imigrantes, financiado pelo governo. Nossa idéia é assistir as aulas especializadas no mercado de trabalho (Labour Market Focussed) e essa avaliação vai dizer em que nível nosso inglês está.

Ufa! Nossa agenda canadense já está começando a ficar lotada! :)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Oh, yes, nós temos feijão!

E para quem achou que aqui no Canadá sentiríamos saudades do arroz e feijão de cada dia, olha só o nosso almoço:



Sim, aqui também tem feijão! E do bom! rsrsrs

O nome do feijão marronzinho aqui é "pinto beans". Quem nos deu a dica foi a Silvia, uma brasileira que conhecemos na reunião da BCA e que já mora aqui em Vancouver há três anos. Ela também disse que é possível achar a maioria dos ingredientes nos mercados chineses, até polvilho para fazer pão de queijo. :)

O feijão nós encontramos num mercado chamado Save On Foods, que tem um corredor inteiro com uns tubos gigantes em que os alimentos são vendidos a granel. Tem vários tipos de feijão, inclusive o preto pra fazer a feijoada! É engraçado, eles vendem até sopa em pó a granel...



Nesse mercado, você põe o alimento num saquinho e anota o código, para que o caixa possa pesar e calcular o preço. Muito fácil.

Também compramos algumas frutas num mercadinho menor, com preços mais em conta. Tem de tudo: banana, pera, macã, laranja, melancia, abacaxi. Só que o preço não é aquela maravilha que pagamos nas feiras em São Paulo, onde tudo é vendido às dúzias. Um saco com quatro laranjas (isso mesmo, só quatro) custa 1 dólar.

Ah, já ia esquecendo de algo quase tão importante quanto o feijão: leite condensado! Encontramos ontem no mercado. Achei que seria difícil achar, mas o nome é bem óbvio, "condensed milk". Oba! Aqui no Canadá também vai ter brigadeiro!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Casa nova

Essa semana nos mudamos para a casa nova, em Burnaby. Ah, nada melhor do que um lugar para chamar de lar! Não aguentava mais ficar em hotel, comendo só em restaurantes ou esquentando aqueles pratos prontos no microondas do quarto. Não via a hora de ter um fogão para voltar a fazer os meus quitutes! rsrs

O basement que alugamos é muito espaçoso, com pé direito alto, bem iluminado, com lareira...não tem mesmo cara de basement. E fiquei mais feliz ainda quando vi que o proprietário deixou várias coisas na casa para usarmos, como conjuntos de copos e pratos, talheres, panelas (até de pressão!), aspirador, escrivaninha para o computador, tudo novo! Achei que teríamos que comprar vários móveis e utensílios, mas com o que tem aqui dá para nos virarmos bem por enquanto.

Ainda estou aprendendo a cozinhar com o fogão elétrico, daqueles bem modernos, já que no Brasil o nosso era convencional mesmo, a gás. E a máquina de lavar daqui ainda é um mistério, mas uma hora eu acerto. :)

A vizinhança também é ótima, mas já vimos que os mercados maiores (e com preços melhores) ficam a uma meia hora de caminhada, em Metrotown. Até encontramos dois mercadinhos próximos, mas tudo custa o olho da cara. Então fomos fazer a primeira compra no Save on Foods, um mercado enorme onde encontrei até feijão carioquinha a granel, e no Dolarama, onde tudo custa, no máximo, 1,25 dólar. :)

A experiência de voltar do mercado a pé, por alguns quilômetros, carregando um monte de sacolas não foi muito agradável, ainda mais para quem estava acostumada a fazer tudo de carro em São Paulo. A solução mais barata e imediata talvez seja comprar uma bicicleta com cestinha ou um daqueles carrinhos de feira, enquanto não compramos o carro. Não tem jeito. Quem escolhe morar nos bairros mais residenciais tem que ter carro, pois tudo é longe para fazer a pé.

Mas a compra do carro é uma outra etapa, mesmo porque ainda tenho que tirar a carta de motorista daqui...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vida selvagem...na rua?

A maior preocupação da minha avó antes de eu vir para o Canadá era que eu encontrasse ursos e pumas nas ruas. Como ela assiste sempre aos documentários do Discovery Channel, ela ficou apavorada ao ver que em algumas cidades do país - naquelas bem afastadas e próximas às montanhas - era comum animais selvagens invadirem a cidade em busca de comida. Tentei convencê-la de que, pelo menos nas cidades grandes, como Vancouver, isso não acontecia e que ela podia ficar despreocupada.

Porém...imaginem a minha surpresa quando, no último sábado, vimos, em plena luz do dia e no meio da cidade, um COIOTE!! Sim, um coiote, aquele que corre atrás do Bip-Bip!

Estávamos voltando da feira de emprego e, para cortar caminho, resolvemos passar por dentro de um cemitério na 41st Street. O cemitério era um gramado enorme, bem aberto, e quando estávamos cruzando para o outro lado avistamos, no meio dos túmulos, algo que parecia um cachorro.



Mas foi só chegarmos um pouco mais perto para vermos que não se tratava de um cachorro, mesmo porque nunca tínhamos visto um vira-latas solto por aqui. Era um belo coiote, que ficou nos fitando todo o tempo.



Quando fomos ao Stanley Park, vi uma placa que dizia: "Se você acha que viu um coiote é porque viu mesmo". Só que isso foi no meio de um parque, não no meio da cidade! E o aviso também dizia que, no caso de encontrar um coiote, a pessoa precisa parecer bastante agressiva, gritar, jogar pedras nele, até que o bicho resolva ir embora. A placa deixava bem claro que a última coisa que você deve fazer é correr, porque aí ele corre atrás! rsrsrs

Fiquei morrendo de medo, mas ele não parecia querer atacar. Só não entendi o que ele estava fazendo no meio do cemitério!



Como estávamos com a máquina fotográfica, o Dimitri conseguiu tirar algumas fotos e até fazer um filminho, enquanto o que eu queria era sair o mais rápido possível de lá...mas sem correr. rsrsrs

Vejam abaixo o vídeo que o Dimitri fez:



No final, como havia vários corvos que estavam tentando atacá-lo, ele se afastou e foi embora, enquanto nós saímos por um outro portão. Não tinha ninguém no cemitério, então não conseguimos avisar nenhum funcionário, nem perguntar se aquilo era comum.

É, acho que vou começar a ouvir mais a minha avó a partir de agora! rsrsrs

E agora alguns outros exemplos de vida selvagem que vimos aqui no Canadá, tudo no meio da cidade:

Foca em False Creek
Vimos algo que ficava emergindo e submergindo. Temos a foto da cabeça dela, mas não está aqui no computador agora. Depois atualizo.

Racoons no Stanley Park



Pata e patinhos no Stanley Park



Esquilos por toda a parte




Corvos
por toda parte



Gaivota em Granville Island



Gansos numa pracinha



Pobre porquinho no Public Market
...